
Interações [17]
Grande parte dos xenobióticos sofrem reações hepáticas de fase 1 catalizadas pelo complexo enzimático citocromo P450 (oxidação/funcionalização) sofrendo depois uma reação de fase 2 catalisada pela enzima hepática UGT (UDP-glucoronosil transferase). Combinadas, o citocromo P450 e a UGT metabolizam mais de 90% dos medicamentos dependentes do metabolismo hepático.
Isoenzimas envolvidas no metabolismo dos canabinoides: CYP3A1, CYP2C9, CYP2C19 e UGT1A9, UGT2B7.
CYP3A4, CYP2C9, e CYP2C19 correspondem entre 20 e 70% da atividade do citocromo P450 no fígado pelo que os canabinoides vão apresentar uma capacidade elevada em afetar a atividade destas enzimas e, consequentemente, levar a efeitos importantes noutros medicamentos.
A enzima UGT catalisa a reação de fase 2 que é responsável pela conjugação dos canabinoides com um açúcar de modo a facilitar a excreção.
Verificou-se que o CBD é metabolizado pelas enzimas UGT1A9 e UGTB7, no fígado, e pela UGT1A7 que é expressa a nível do trato gastrointestinal. Estas enzimas correspondem apenas a 13% do total do complexo UGT pelo que a indução/inibição deste grupo terá consequências com menor impacto.
Referências:
[17] Kocis, P. T., & Vrana, K. E. (2020). Delta-9-Tetrahydrocannabinol and Cannabidiol Drug-Drug Interactions. Medical cannabis and cannabinoids, 3(1), 61–73. https://doi.org/10.1159/000507998
[18] Jakob, J., Stalder, O., Kali, T., Pruvot, E., Pletcher, M. J., Rana, J. S., Sidney, S., & Auer, R. (2022). Association Between Current and Cumulative Cannabis Use and Heart Rate. The Coronary Artery Risk Development in Young Adults (CARDIA) Study. The American journal of medicine, S0002-9343(22)00132-2. Advance online publication. https://doi.org/10.1016/j.amjmed.2022.01.057
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